Logo Cristina Fotin

Dicas e Cuidados


A escolha de um animal de estimação é uma decisão muito importante na vida de um indivíduo ou de uma família.

A convivência com os animais é muito benéfica para o ser humano, proporcionando muita alegria e a oportunidade de compartilhar o amor, a amizade e a companhia de seres tão especiais.

O pet escolhido irá dividir a atenção e o carinho com a pessoa ou membros da família e por isso muitos aspectos devem ser pensados, como por exemplo a afinidade. Algumas pessoas preferem a companhia das aves, outras dos répteis, outros de coelhos e roedores, outras de cães ou dos gatos. Conhecer o comportamento da espécie ajuda muito na escolha.

Uma boa conversa com o médico veterinário pode ajudar em algumas considerações.






Clique nos ícones abaixo para ver as dicas:

Dicas Mamíferos2 Dicas Aves Dicas Répteis
Tempo Disponível Ambiente Adequado Comportamento Tempo de Vida Doenças em animais silvestres2 Investimento Legislação

Doenças comuns nos animais silvestres


Os animais silvestres apresentam muitas doenças relacionadas ao manejo inadequado, ou seja, a cuidados especiais com dieta e alojamento, que não foram supridos corretamente, predispondo a doenças. Outras doenças comuns são as doenças infecciosas, causadas por bactérias, vírus ou fungos, ou doenças parasitárias. Também apresentam doenças relacionadas à idade, como, por exemplo, artrose ou tumores em coelhos e roedores idosos.

Os animais silvestres costumam apresentar sinais inespecíficos de doenças. Os mais comuns são sonolência, olhos fechados ou inchados, penas arrepiadas ou “estufamento de penas”, falta de apetite e diminuição da atividade normal diária. Podem também apresentar diminuição das fezes, diarréia, alterações na cor e quantidade de urina, vômitos, tremores, respiração acelerada, espirros, tosse, dor em algum membro, dificuldade em se locomover, aumento de volume em alguma região corporal e secreções.

Uma manifestação muito comum de doença em aves é o chamado “peito-seco”. Este termo é utilizado como sinônimo de doença por algumas pessoas. Na verdade o termo “peito-seco” não é uma doença e sim um sintoma de emagrecimento que pode ser causado por qualquer doença que leve à ave a diminuição da musculatura da região do esterno (peito).

Outro termo comum é o “pefide”, caracterizado pela presença de uma membrana que recobre a ponta da língua, principalmente de pixarros ou trinca-ferros. Esta membrana pode estar relacionada à presença de alguma doença ou deficiência de vitamina e deve ser avaliada pelo veterinário, que irá retirá-la de forma a não comprometer a capacidade da ave de ingerir alimentos.

Retenção de ovos

Comum em aves e répteis, pode estar relacionada à falta de Cálcio na dieta, produção exagerada de ovos, problemas no oviduto (útero), doenças pré-existentes (raquitismo, alterações ósseas da bacia) e doenças que estejam ocorrendo durante o período de reprodução, como infecções ou parasitas.

Queda de penas

A queda de penas pode ocorrer nas fases de muda, onde a ave irá realizar a muda gradativa das penas. Há queda de algumas penas por dia, durante o período de até um mês. Períodos mais longos de queda de penas não são normais e podem indicar presença de doenças.

A queda de penas também pode ocorrer pela presença de parasitas nas penas ou que qualquer doenças que leve a ave a um processo de desnutrição, como parasitas intestinais, doenças do fígado, dietas deficientes etc.

Alguma aves, principalmente os psitacídeos, ou aves de bico curvo, podem iniciar um quando de arrancamento das penas, ou autotraumatismo. Esta síndrome pode ter várias causas associadas e exige atendimento veterinário mais urgente.

Diarréia

Fezes pastosas, líquidas, com presença de sangue ou muco (gelatina) podem estar relacionados a alterações bruscas na dieta, uso inadequado de medicações, doenças bacterianas, viroses ou parasitas intestinais.

Quadros de diarreia geralmente estão associados a vômitos e à falta de apetite e podem levar o paciente rapidamente à desidratação, exigindo atendimento veterinário rápido.

Tosse, engasgos, rouquidão e dificuldade respiratórias

Todos estes sintomas respiratórios podem estar relacionados a doenças do sistema respiratório superior (narinas, seios nasais e traqueia) ou do sistema respiratório inferior (pulmões, brônquios e sacos aéreos, nas aves).

A dieta tem um importante papel na saúde do sistema respiratório. A falta de algumas vitaminas pode predispor a doenças.

Ventilação, umidade, exposição a correntes de ar ou muito vento, fumaça e poluição podem também estar envolvidas em doenças.

Ventilação, umidade, exposição a correntes de ar ou muito vento, fumaça e poluição podem também estar envolvidas em doenças.

Doenças bacterianas, viroses e fungos geralmente são causadores destas doenças e devem ser diagnosticados através de exames específicos, para, depois, serem tratados da maneira mais correta.

A clamidiose é uma doença bacteriana que pode acometer o sistema respiratório, causando espirros, conjuntivite, rinite, tosse, pneumonia e aerosaculite, sendo comum nem psitacídeos, as aves de bico curvo, como calopsitas, periquitos, agapornis, papagaios e araras. É uma doença grave, que causa problemas também no fígado, intestinos e sistema nervoso e que necessita de tratamento rápido. O diagnóstico é realizado através de exame específico em laboratórios especializados. A coleta deve ser feita pelo veterinário, que irá realizar de maneira adequada, garantindo fidelidade maior nos resultados. As calopsitas são bem sensíveis à clamidiose, o que tornou a doença mais comum ultimamente, juntamente com o aumento do interesse das pessoas pelas calopsitas. A clamidiose tem potencial zoonótico, ou seja,pode ser transmitida aos seres humanos, em determinadas circunstancias, que podem ser esclarecidas pelo veterinário de animais silvestres.

Os jabutis, lagartos e serpentes costumam ser acometidos por pneumonia. deve-se ficar atento aos sitimas de respiração com boca aberta, acumulo de espuma ou saliva no canto da boca, espuma ou secreção nas narinas, falta de apetite, sonolencia e diminuição acentuada da atividade diária.

Doenças de pele

Diversos tipos de sarna e de micoses podem afetar a pelagem e pele de coelhos e roedores. Pode ou não haver prurido (coceira). Geralmente há falhas na pelagem ou formação de crostas e descamação em patas, focinho, orelhas e diversas regiões do corpo.

Exames auxiliares como raspados de pele ou cultura fúngica são utilizados para diagnóstico, seguidos do tratamento mais adequado.

Traumas

A maior parte dos traumas decorre de acidentes domésticos, como mordedura por cães e gatos, fugas, queda de gaiola, queda de locais altos etc. O alojamento de animais silvestres deve ser um local seguro e livre de objetos cortantes ou pontiagudos, que possam causar ferimentos. Quando soltos pela residência, os animais silvestres devem sempre ser supervisionados ou mantidos em ambientes seguros. O contacto com cães e gatos deve ser evitado, porque, na maioria dos casos, os cães e gatos interpretam a presença destes animais como “presas”, podendo atacá-los, causando ferimentos sérios e graves.

Jabutis e cágados (tartarugas de água doce) são muito acometidos por mordeduras no casco e patas. Já as aves, podem ter fraturas de asas ou patas na tentativa de fuga, chocando-se contra as grades de gaiola ou viveiros. Coelhos e roedores também são comumente afetados por mordeduras e arranhaduras causadas pelo convívio com cães e gatos.

Intoxicações

Parte da doenças em animais silvestres está relacionada ao contacto com substâncias com potencial tóxico. Fumaça de cigarro, gás carbônico, substâncias voláteis presentes em alguns desinfetantes de uso doméstico e em aromatizadores de ambiente e inseticidas podem causar intoxicações quando inalados.

Já fragmentos de metal, facilmente ingeridos por aves do grupo dos psitacídeos (aves de bico curvo), como papagaios, calopsitas e periquitos, podem ocasionar intoxicações por metais pesados.

O uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição veterinária também pode resultar em intoxicações.